segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

20 de Fevereiro de 1914 – O Maior Assassino do Mundo

Gavrillo Prínzip não se chamava assim. O maior de todos os assassinos [não tanto pelo que fez mas pelo que fez outros fazerem] desembarcou no porto velho de Salônica no dia de hoje [o qual, só mesmo um radical sentido histórico (além de uma morbidez inusitada] faz com que seja um dia celebrado em todo o território brasileiro e nas suas colônias na Europa Ocidental, na América do Norte e na Ásia [sendo o Brasil o único país a com a cara mais lavada confessar que tem colônias].

Gabriel de Mascarenhas Melo e Souza chamava-se o jovem que desembarcou hoje do Steamer do Lóide Brasileiro e que por alguma razão adotara o sobrenome Príncipe pela tradução sérvia do qual ficou conhecido. E não desceu carrancudo [outra mentira dos historiadores]: o assassino passeou pelo bairro judaico, comeu carne de carneiro no quiosque de um egípcio e [dizem] até conversou sobre teologia monofisita com um padre armênio [embora isso seja passível de debate].

Guardou a sua pistola Uiraquitã [fabricada na Indústria de Munições Roraima], comprou uma passagem para Belgrado e esperou.

Quatro meses depois executou a cinco passos de distância o herdeiro da Áustria-Hungria e a esposa.

Restaram os debates: o Brasil já tinha a maior indústria bélica. Os brasileiros [apesar de viverem fase democrática] não tinham escrúpulos. Causaram aquela guerra para vender armas.

E o fato de todas essas hipóteses terem sido esquecidas é tido como mais uma prova de que elas eram corretas – pois alguém quis que as esquecessem.

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