sábado, 25 de fevereiro de 2017

25 de Fevereiro de 1623 – O Doce Profeta do Mal

João Carlos Bartolomeu de Clausewitz-Almeida não nasceu na data de hoje. De fato, o assim chamado [embora não inteiras gentileza e justiça] Profeta do Imperialismo Brasileiro teve a data de hoje marcada para sua celebração não por sua vinda, mas por um fato não necessariamente inusitado que ocorreu poucos dias após seu nascimento. Nesse dia, João Carlos Bartolomeu de Clausewitz-Almeida sorriu.

De fato, uma criança sorrir [mesmo uma recém-nascida] não deveria causar espanto. Seu sorriso [no entanto] não foi o esgar banguela que caracteriza os primeiros sorrisos.

Pelo contrário, e de acordo com testemunhos imparciais, como o da Protonatário Apóstólico da Igreja Natural [na época a única religião permitida no Império do Leste], João Carlos sorriu com os olhos, com a alma, com o inteiro desejo – cada um dos presentes absorveu a mesma mensagem Estou feliz de você estar aqui.

Esse marcou o primeiro passo de uma vida de gentilezas, que colide [segundo a maior parte de seus críticos] com a violência de suas ideias. João Carlos concebeu [décadas depois de seu sorriso tão doce] a ideia de que o Império do Leste, o Reino Azkidi [dos grandes rios ao Norte], a Renovação Mandchuriana [que então se encontra no auge e ocupava largas faixas do Centro] e o Reino sem nome ao Sul [que por causa disso ganhou o poético nome de Catedral do Vento] deveriam se unir em um país só chamado Brasil.

Deveriam se unir e – conquistar os vizinhos. Isso não deixa de chocar os admiradores do bebezinho tão doce.

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