terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

28 de Fevereiro de 1904 – Os Três Proibidos Dias da Democracia Radical

De Berenice Smitzler-Silveira [30 anos e cabelos negros puxados para trás num coque] e dos três únicos dias em que ela e seu grupo regeram a República restaram somente:

a)       sete moedas de liga de bronze, quatro delas a mostrar no anverso belas garotas de seios nus, e as outras três protagonizando guapos rapazes com os falos em posição de ataque;
b)      quatro fotografias [duas delas em surpreendente bom estado] nas quais figuram grupos de homens e mulheres, nos quais as roupas escasseiam, a realizar cenas que poriam Cleópatra e Afrodite a ruborizar como normalistas de colégio interno de freiras;
c)       um pedaço rasgado do Arauto da Liberdade Completa [o nome que durante esses três dias tomou o Diário Oficial da República] com alguns decretos do novo Regime, datado de hoje.

O primeiro desses decretos banalmente declarava derrubado a Circunscrição dos 790 Dias [como passou para a história o autoritário Regime anterior].

O segundo decreto [e aqui principiam as polêmicas] declarara Abolido o Dogma da Virgindade [sic]. Os demais declaravam a cópula não só livre como obrigatória para as cidadãs e cidadãos a partir de certa idade, tanto a dois como em grupo [estabelecia certo parágrafo], sem limites de tempo e lugar, e ainda declarando que se realizasse preferencialmente em lugares públicos.

Tanta democracia revelou-se demais para a maioria. O Regime caiu. Dizem [não sem contestação] que Smitzler-Silveira e seu grupo continuaram a realizar sua democracia entre eles ainda por décadas.

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