domingo, 23 de abril de 2017

10 de Abril de 1961 – A Instauração da Segunda República do Sono

A Segunda República do Sono [nome com claras conotações pejorativas] remete [obviamente] a uma experiência anterior. De fato a Primeira República não passou de nome facecioso [e patético, segundo críticos] que a historiografia outorgou ao período final (1698-1761) da Catedral do Vento, o Estado [ou mais propriamente, o frouxo conglomerado de Estados] que dominou [mais por falta de interesse de algum contendor] as planícies desde o sul do Paraná até o rio Uruguai, menos ou mais.  [Tal nome decorre de deboche dado pelos outros Três Impérios que vieram a constituir o Brasil, particularmente a Renovação Mandchuriana].

A Segunda República [no entanto] existiu em tempos [presumivelmente] mais movimentados – libertação, juventude, Beatles, Hippies, o Poder do Amor. Mas não no Império Brasileiro [era assim que os movimentos terroristas de resistência estadunidense insultavam a República que então se estendia da margem esquerda do Nilo até o Deserto de Sonora]. Os sociólogos de sempre dizem que a inação se devia a que o aparato burocrático [seus fichários empoeirados, seus computadores cheios de bugs e a polícia política, a SKQN] mantinha-se a mesma do tempo do famigerado regime do Conselho dos Dezoito.

Sempre a mania de culpar o outro – diz o Conciliábulo dos Estruturantes, um grupo de intelectuais contestatários de [quase] tudo. A origem da República do Sono [segundo eles] repousa na tendência muito humana à modorra, ao deixar-se-como-está. Tal explicação longe está de ser unânime.

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