sábado, 3 de junho de 2017

18 de Abril de 1789 – Como obter tecnologia

Dizem que certo médico escocês tomaria inspiração de caso real ocorrido no dia de hoje com John Taylor. Nas frias ruas de Manchester [após três doses de uísque] o operador de laçadeira de algodão sumiu. Em um quarteirão foi visto, no outro nunca chegou.

Um par de dias depois Mr. Charles Robinson [um dos primeiros engenheiros de metalurgia em Edimburgo] deu um cálido beijo em sua esposa grávida – sem suspeitar que seria o último – sumiu ao retornar da casa de chá.

Quase um ano depois o mestre de fiação James Morgan Silvester não foi ao seu trabalho na segunda maior tecelagem de Cardiff. Desapareceu como os outros, embora no seu caso duas testemunhas jurem ter ouvido um grito de socorro perto da ponte – seguido do silêncio.

Estes casos [os únicos bem documentados entre milhares] permaneceriam sem solução por tempos, até que uma investigação [publicada não por coincidência na mesma data em 1912] revelou que por trás dos sumiços havia um plano [talvez diabólico] do Estado brasileiro da época – já que não se transferia tecnologia, não se vendia tecnologia – a mesma seria sequestrada. Operários qualificados ingleses seriam convencidos [na base da pancada e do saco para esconder] a irem aos grotões do Brasil para ensinar técnicas industriais.

Isso teria esclarecido o Dr. Arthur Conan Doyle que o mundo era cheio de mistérios, e que era necessário um detetive fictício com um nome estranho [Sherlock Holmes, por exemplo] para decifrá-los – mas talvez isso seja fantasia, ninguém sabe.

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