segunda-feira, 12 de junho de 2017

22 de Abril de 1813 – A Revelação da Indústria Nacional

- Setenta e dois anos de Decência e de Vida Limpa ficam para trás.

O Duque de Covilhas tinha na verdade setenta e cinco anos e o Por que três destes quedarem de fora de sua arquicélebre declaração consiste até hoje em objeto de debates tanto acalorados quanto inúteis [além de vagamente esotéricos]. A verdade é que aquele que é denominado com alguma grandiloquência [e exagero] de Leão da Indústria Nacional disfarçava com sua cabeleira branca [que semelhava uma juba e que inspirou o apelido] uma determinação de fazer o que achava, certo ou não.

Meio Século antes, este dos poucos descendentes autênticos de lusitanos a fazerem parte do Pacto Inicial entre os quatro Potentados [que deu origem ao Brasil] teve raciocínio tanto claro quanto indecente: Os Ingleses dominam, e dominam pela Indústria. Se fizermos uma Indústria abertamente, eles mandam sua marinha para cá e nos matam. Portanto vamos fazê-la em segredo. E arrematava: Espaço não nos falta!

E uma indústria têxtil, completa com fundições de máquinas e trilhos para descarregar material surgiu entre os rios Teles Pires e Aripuanã [conhecidos pelos códigos R6IV e *&hU], com tecnologia de trabalhadores ingleses sequestrados. Os poucos espiões ingleses que souberam de algo sofreram curiosos acidentes, em portos, em estradas, ou comeram alimentos que não deviam.

Neste dia o Brasil enviou amostras de seus tecidos para o mundo, a um quarto dos preços de Manchester. O Duque podia mostrar [finalmente] sua mentira.

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